Já se sabe quando vai voltar a ser possível ver o coração de D. Pedro IV. A Irmandade da Lapa confirmou esta semana que a relíquia vai estar excecionalmente exposta ao público nos dias 25, 26 e 27 de setembro, na Casa da Irmandade – Galeria dos Retratos, junto à Igreja da Lapa.
“Aquilo que tinha de mais precioso”
Foi assim que a Irmandade da Lapa anunciou a exposição nas suas redes sociais: “há quase dois séculos, um rei deixou ao Porto aquilo que tinha de mais precioso”.
Segundo a instituição, a mostra não se limita a expor o vaso onde o coração está guardado — propõe-se antes um “percurso evocativo pelos momentos decisivos da vida do monarca”, que também foi imperador do Brasil recém-independente.

Porque é que o coração ficou no Porto?
É a própria Irmandade que coloca a pergunta no anúncio da exposição: “mas por que razão quis D. Pedro que o seu coração permanecesse no Porto? Que relação tão profunda o unia à cidade?” A resposta remonta ao Cerco do Porto, entre julho de 1832 e agosto de 1833, período em que D. Pedro IV viveu na cidade.
D. Pedro morreu em setembro de 1834, e foi a sua mulher, D. Amélia, quem fechou o coração num pequeno escrínio enviado para o Porto, onde chegou em fevereiro de 1835. Desde a década de 1930 que o órgão está guardado no mausoléu da Igreja da Lapa.
Uma história que a Irmandade quer contar
Nas suas próprias palavras, a Irmandade da Lapa descreve a iniciativa como “uma história de coragem, lealdade, guerra e liberdade, uma história entre um rei e uma cidade e uma história que permanece viva no coração da Lapa”. Por enquanto, o programa detalhado dos três dias de exposição ainda não foi divulgado.
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