Na zona ocidental do Porto, há um cemitério que a Câmara do Porto descreve como «um dos cemitérios românticos mais importantes do país». O Cemitério de Agramonte abriu em 1855, em plena epidemia de cólera, e hoje guarda os túmulos de alguns dos nomes maiores da cultura portuense.
Quem está sepultado em Agramonte
Entre os nomes mais conhecidos está o de Manoel de Oliveira. O realizador morreu a 2 de abril de 2015, aos 106 anos, e o funeral foi em Agramonte, noticiou o Observador.

Também lá está a violoncelista Guilhermina Suggia, tal como o pintor António Carneiro, o fotógrafo Emílio Biel e o escritor Júlio Dinis, segundo a Câmara do Porto e a Open House Porto.
Todos os anos, entre maio e setembro, a Câmara organiza visitas guiadas a Agramonte no âmbito do Ciclo Cultural dos Cemitérios do Porto, com inscrição online.
Um cemitério aberto à pressa
Em meados do século XIX, a cólera voltou a atingir o Porto com força. Era preciso enterrar os mortos depressa, e a cidade ergueu às pressas um novo cemitério municipal que, nos primeiros tempos, recebeu sobretudo vítimas da epidemia, segundo a Associação de Cemitérios Significativos da Europa. Tornou-se assim o segundo cemitério público do Porto.
Hoje, o cemitério municipal ocupa cerca de 12 hectares. A capela-mor ganhou mais espaço em 1906, numa obra dirigida pelo arquiteto Marques da Silva, e vários túmulos têm trabalhos assinados por Soares dos Reis e António Teixeira Lopes. Um dos monumentos mais conhecidos é o que lembra as vítimas do incêndio do Teatro Baquet, em 1888.
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