O mau tempo parece não dar tréguas a Portugal e o rio Douro começa a dar sinais da sua força. Perante este cenário, o Centro de Previsão e Prevenção de Cheias do Douro (CPPC-D), da Capitania do Porto do Douro, alterou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho.
Neste sentido, foi interditada a navegação no rio Douro e ativadas medidas restritivas específicas dos planos municipais de intervenção. Em declarações à agência Lusa, citadas pela SIC Notícias, o comandante adjunto da Capitania do Douro, Pedro Cervaens, declarou:
Alterámos o laranja para vermelho, o que significa que passámos para a probabilidade de estarmos na iminência de cheias. Significa que algumas zonas que ainda não tinham sido atingidas pela água começaram a ser atingidas com outro significado, e também permite a outros agentes tomarem determinadas medidas.”
Douro ‘invade’ margens de Gaia e do Porto
De acordo com a mesma fonte, esta sexta-feira, dia 6 de fevereiro, o rio Douro transbordou para as margens do Porto e de Vila Nova de Gaia, sendo que em alguns casos a água chegou mesmo a entrar na zona das esplanadas, embora sem causar danos significativos.
Medidas de prevenção e autoproteção
Na sequência dos alertas recentes do CCPC-D, foram também emitidas algumas recomendações à população, tendo em vista a adoção de medidas de prevenção e autoproteção.
Citados pela página oficial da Câmara Municipal do Porto, estes são alguns dos conselhos de segurança a considerar, em particular para os residentes, comerciantes e utilizadores das zonas ribeirinhas:
- Evitar a travessia de zonas inundadas
- Respeitar os perímetros de segurança estabelecidos ou que venham a ser implementados pelas autoridades
- Salvaguardar alimentos, bens de valor, documentos e outros objetos importantes
- Não permanecer nem estacionar viaturas em locais historicamente vulneráveis
- Seguir atentamente os avisos e informações emitidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), pela Capitania do Porto do Douro, assim como as indicações da Proteção Civil e das Forças de Segurança, entre outras medidas.
Estado de calamidade prolongado
Noutro âmbito, importa mencionar que o Governo português decidiu prolongar o estado de calamidade até ao próximo dia 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, devido às previsões que apontam para a continuidade do mau tempo em Portugal.
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