O Parque das Águas, no Porto, reabriu ao público dia 6 de julho, em horário de verão alargado (das 9h às 20h), graças às conclusões positivas retiradas de uma avaliação técnica motivada pelos fenómenos meteorológicos adversos que afetaram o país no último inverno.
Porque é que o parque tinha fechado

A entidade responsável pela gestão do parque (A Águas e Energia do Porto), tinha encerrado o espaço para permitir uma avaliação ao arvoredo. Segundo a empresa, foram feitas todas as diligências necessárias nos últimos meses, em articulação com a equipa técnica responsável, para permitir a reabertura da quase totalidade do parque em condições de segurança.
Uma tília bicentenária ainda em risco
Neste momento, resta apenas um exemplar arbóreo que continua a exigir medidas de proteção: uma tília com cerca de 200 anos, situada mesmo junto à entrada do parque, que a avaliação técnica preliminar identificou como apresentando um nível de risco relevante para pessoas e bens. A área envolvente a esta árvore permanece interdita ao público.
A avaliação ao património arbóreo vai continuar durante o mês de julho, para permitir a elaboração do relatório final e do respetivo plano de gestão. Só depois disso será decidida a intervenção a realizar na tília.
Como aceder agora
Por causa da zona interdita junto à entrada principal, o acesso ao parque passa, temporariamente, a fazer-se pelo portão de entrada e saída de viaturas. Esta solução foi alvo de vistoria técnica a 2 de julho e considerada segura e adequada para a circulação de visitantes. Quem visitar o parque com crianças deve mantê-las do lado oposto à faixa de rodagem ao longo deste percurso de acesso.
Um oásis verde para os dias de calor

A reabertura chega numa altura de temperaturas elevadas no país, devolvendo à cidade um espaço privilegiado de contacto com a natureza. As extensas zonas arborizadas do parque proporcionam sombra e conforto, e espaços verdes como este têm um papel reconhecido no arrefecimento das cidades.
Um parque com história
A história do Parque das Águas leva-nos ao século XIX. Ocupa cerca de 68.500 m² junto à margem norte do Douro, na Rua Barão de Nova Sintra, e corresponde ao antigo jardim romântico da Quinta das Oliveiras, erguida no século XIX. Em 1927, a propriedade foi expropriada para instalar a sede dos então Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento do Porto, hoje A Águas e Energia do Porto. O parque integra ainda a rede internacional de museus da água reconhecida pela UNESCO.
Informações úteis
Reabertura: segunda-feira, 6 de julho de 2026
Horário (verão): todos os dias, das 9h às 20h
Morada: Rua Barão de Nova Sintra, 285, 4300-367 Porto
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