Não é uma reabertura do Tendinha dos Clérigos, icónico espaço que marcou a noite da cidade do Porto. Não há regresso à programação regular. O que está marcado para 19 de setembro é, nas palavras do fundador Alberto Fonseca, simplesmente uma noite em que todos podem voltar a estar ali — e isso, por si só, já chega.
O Tendinha dos Clérigos encerrou a atividade regular em janeiro, depois de mais de duas décadas a marcar a noite do Porto. A festa de despedida encheu a pista uma última vez e reuniu diferentes gerações da cidade. Mas a resposta do público nessa noite deixou uma pista: a ligação ao espaço estava longe de desaparecer.
Foi a partir daí que nasceu uma forma diferente de encarar o fim. Em vez de fechar definitivamente o capítulo, o Tendinha passou a abrir portas de forma pontual — momentos de reencontro para quem fez parte da história da casa. Setembro é a segunda vez que isso acontece, depois de um primeiro reencontro que assinalou o aniversário do espaço.
“Uma noite em que possamos voltar a estar todos”
“A despedida foi real e marcou o fim de uma fase muito importante das nossas vidas. Mas percebemos também que fechar o Tendinha não tinha de significar nunca mais nos encontrarmos”, explica Alberto Fonseca, num comunicado enviado ao Porto Secreto. “Não queremos voltar ao modelo anterior. Queremos apenas que, de vez em quando, exista uma noite em que possamos voltar a estar todos aqui.”
Durante uma noite, regressam a música, a pista e aquela sensação difícil de explicar a quem nunca passou pela porta do Tendinha. A ideia resume-se numa frase que a própria casa adotou como lema para estes encontros: “Vemo-nos de vez em quando.” O próximo é a 19 de setembro.
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