A Avenida dos Aliados volta a ser o palco da consagração da Volta a Portugal em bicicleta: a 87ª edição da prova, que decorre entre 5 e 16 de agosto de 2026, percorre 1.388 quilómetros desde Lisboa até chegar, na última etapa, ao centro do Porto. Pelo caminho, atravessa 71 municípios e 15 distritos, com direito a duas subidas nunca antes vistas na corrida.
A chegada: Maia, Gaia e Aliados

A última etapa, no dia 16 de agosto, liga a Maia ao Porto ao longo de 124 km, mas a verdadeira festa acontece já na cidade, com um circuito entre o Porto e Vila Nova de Gaia, que atravessa as pontes sobre o Douro e as ruas do centro histórico da Invicta antes da meta final, na Avenida dos Aliados. É aqui que é conhecido o vencedor da camisola amarela e, com a UAE Emirates confirmada na prova, esta pode ser uma das chegadas mais disputadas dos últimos anos.
Como é o caminho até lá
Entre o arranque em Lisboa e a chegada aos Aliados vão mediar 11 dias de estrada. Este é o roteiro completo:
5 ago — Prólogo: Lisboa, 6 km (contrarrelógio individual), na marginal, junto ao Tejo
6 ago — 1ª etapa: Lourinhã → Sintra (Queluz), 153 km
7 ago — 2ª etapa: Sines → Albufeira, 177 km
8 ago — 3ª etapa: Beja → Elvas, 180 km
9 ago — 4ª etapa: Figueiró dos Vinhos → Covilhã (Torre), 148 km
10 ago — 5ª etapa (contrarrelógio): Anadia (velódromo de Sangalhos) → Águeda, 17 km
11 ago — Dia de descanso: Santa Maria da Feira
12 ago — 6ª etapa: Santa Maria da Feira → Peso da Régua, 129 km, com passagem pela icónica Estrada Nacional 222, no Douro
13 ago — 7ª etapa: Vieira do Minho → Termas do Gerês, 147 km, com breve incursão em território espanhol
14 ago — 8ª etapa: Melgaço → Fafe, 166 km
15 ago — 9ª etapa: Paredes → Mondim de Basto (Senhora da Graça), 141 km
16 ago — 10ª e última etapa: Maia → Porto, 124 km, com chegada na Avenida dos Aliados
Duas montanhas vão decidir quem chega a líder ao Porto

Já perto do fim, há duas etapas de montanha que podem definir quem se apresenta na Invicta com a camisola amarela nos ombros. Em Mondim de Basto, o pelotão vai subir duas vezes ao Santuário da Senhora da Graça na mesma etapa (algo nunca feito nesta prova). A primeira subida faz-se por Carvalhais, cerca de 9 km com um último quilómetro em terra batida; segue-se uma descida e uma nova subida pelo trajeto habitual, até ao topo.
Antes disso, no Gerês, outra etapa inédita: uma breve passagem por território espanhol antecede uma subida final de 10 km até Germil, metade dela em calçada, piso raro nas estradas atuais, mas que a organização foi propositadamente à procura para esta etapa.
Quem manda na organização e quem pode vencer
A Federação Portuguesa de Ciclismo, agora sob a direção de Cândido Barbosa, assumiu o objetivo de internacionalizar a Volta a Portugal. Um dos sinais mais visíveis dessa aposta é a estreia de Ezequiel Mosquera, ex-ciclista espanhol e diretor d’O Gran Camino, na Galiza, como diretor da prova, sucedendo a Joaquim Gomes.
No pelotão, o nome que mais atenção reúne é o da UAE Emirates, equipa de Tadej Pogačar e João Almeida, representada nesta corrida pelo português Rui Oliveira, campeão olímpico de madison em Paris2024, ao lado de Iúri Leitão, juntando-se às dez equipas portuguesas em prova.
Para ver de casa (ou fora dela)
A Volta a Portugal 2026 estreia transmissão internacional em direto, através da HBO Max; em Portugal, quem quiser acompanhar cada etapa tem a cobertura garantida pela RTP1.
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