Um dos momentos mais aguardados do ano está prestes a chegar. Referimo-nos, claro, ao eclipse solar de 12 de agosto. No entanto, o entusiasmo da observação deste fenómeno astronómico não se pode sobrepor à segurança dos olhos.
O que quer isto dizer? Um simples erro pode causar lesões potencialmente graves ou permanentes na retina, pelo que reunimos algumas dicas que os especialistas na área ocular partilharam connosco. O objetivo é não colocar a saúde em risco. Vamos espreitar algumas das recomendações?
O guia prático com aquilo que precisas de saber

No Porto, o eclipse será parcial, embora muito profundo: a Lua irá ocultar cerca de 98% do disco solar. Isso não torna seguro olhar diretamente para o Sol sem proteção, pelo que os óculos de eclipse devem ser usados durante toda a observação. Para protegeres a tua visão, segue rigorosamente estas dicas:
- Esquece as soluções “caseiras”
- Os óculos de sol normais não oferecem proteção suficiente, nem radiografias, vidros fumados ou negativos fotográficos.
- A certificação ISO 12312-2 é o teu único escudo
- A observação direta só deve ser feita com óculos de eclipse ou visores solares concebidos especificamente para este fim. Certifica-te de que o equipamento:
- Cumpre a norma de segurança internacional ISO 12312-2.
- Inclui informações claras sobre a identidade do fabricante.
- A observação direta só deve ser feita com óculos de eclipse ou visores solares concebidos especificamente para este fim. Certifica-te de que o equipamento:
- Faz um ‘check-up’ aos teus óculos de eclipse
- Antes de olhares para o céu, tens de garantir que o teu material está impecável. Lentes ou filtros que apresentem riscos, furos, dobras ou sinais de degradação perdem totalmente a sua eficácia a bloquear os raios solares. Se notares a mínima imperfeição no teu par, não arrisques a tua visão e não o utilizes.
- O truque certo para colocar e retirar a proteção
- O risco de exposição acidental é real. Para evitar chatices, há uma ‘coreografia’ de segurança muito fácil de seguir. Para começar, foca o olhar no chão, ajusta os teus óculos de proteção no rosto e, só quando estiverem bem colocados, deves erguer a cabeça em direção ao Sol. Para terminar: baixa novamente a cabeça (ou vira as costas ao Sol) e só depois deves retirar os óculos. No Porto, não deves retirar a proteção em nenhum momento enquanto olhas para o eclipse, uma vez que a cidade não está na faixa de totalidade

- Atenção aos ecrãs e lentes
- Nunca uses os óculos de eclipse em conjunto com instrumentos óticos como binóculos, telescópios ou câmaras (incluindo as do telemóvel) que não tenham filtros solares profissionais aplicados na lente frontal.
- Redobra a vigilância com as crianças e mantém-nas sob supervisão ininterrupta, sendo que as mais pequenas não devem olhar para o sol, mesmo usando óculos de eclipse.
Há um grande detalhe que tens mesmo de ter em mente: uma lesão ocular provocada pelo sol (retinopatia solar) não provoca qualquer dor no momento. Isto acontece porque a nossa retina simplesmente não tem sensores de dor. Mas, qual é o grande problema? Os sintomas de danos podem demorar horas ou dias até se manifestarem.
Se por algum motivo facilitaste na proteção ou se o teu olhar fugiu sem querer para o sol durante o eclipse, tens de prestar muita atenção ao teu corpo. Fica alerta se notares algum destes sinais nas horas ou dias seguintes:
- Visão subitamente turva ou desfocada
- Aparecimento de uma mancha escura ou um ponto cego bem no meio daquilo que estás a olhar
- Imagens distorcidas ou alterações na perceção das cores.
Se sentires algumas destas alterações, não esfregues os olhos e procura uma avaliação imediata por parte de um oftalmologista.
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