Os órgãos de tubos do Porto vão ter uma agenda cheia nos próximos meses. O Festival Internacional do Órgão e da Música Sacra (FIOMS) arranca a 17 de outubro, às 21h30, na Igreja da Lapa, com a apresentação da programação da 6.ª edição. Seguem-se cerca de 30 concertos em espaços históricos da cidade, com intérpretes nacionais e internacionais.
A noite de abertura continua com um concerto de Filipe Veríssimo, diretor artístico do festival, que se estreia como intérprete no FIOMS com obras de Bach, Frank e Vierne.
Os concertos a marcar na agenda

A 19 de outubro, às 21h30, o organista Juan Paradell Solé toca na Sé Catedral, num concerto que assinala o 41.º aniversário do órgão do templo. No mesmo dia, à mesma hora, Thomas Ospital apresenta um concerto de órgão na Igreja da Lapa.
O programa inclui ainda dois concertos para dois órgãos: Rui Fernando Soares e Pieter van Dijk atuam nos Clérigos, e Gregório Gomes e Luca Pollastri na Sé Catedral.
Os seis órgãos da Basílica de Mafra são o tema de 22 de outubro, às 21h30, na Igreja de São João Novo. André Ferreira dá uma conferência e depois o coro de câmara britânico “Cantores”, dirigido por Simon Harper, sobe ao palco. O grupo repete a presença no dia seguinte, num concerto na Igreja da Senhora da Conceição.
A música coral ganha destaque a 7 de novembro, na Igreja da Lapa. O Coro Sinfónico da Lapa, a Orquestra Filarmónica Portuguesa e vários solistas, sob direção de Osvaldo Ferreira, interpretam o Kyrie e o Gloria da Missa em Si menor, de Johann Sebastian Bach.
Congresso e masterclass
Entre 2 e 5 de novembro, o festival organiza uma masterclass de direção de coro e orquestra. Logo a seguir, a 7 e 8 de novembro, realiza-se o Congresso Nacional Pueri Cantores 2026, com o Pe. Marco Frisina e os Pequenos Cantores. O congresso tem uma conferência, dois concertos e uma missa na Sé Catedral. O cartaz reúne também a organista Lucie Zaková e o coro britânico Voces Viatorum.
Para Jorge Sobrado, vereador da Cultura e Património da Câmara Municipal do Porto, o festival liga duas dimensões muito portuenses: o património e a música. Ao levar os intérpretes a espaços históricos, defende, o FIOMS permite que esses lugares sejam “vividos e redescobertos através da experiência musical”. A programação completa está no site oficial do FIOMS.
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