Situado no coração do velho Porto, numa rua com o mesmo nome, o Mosteiro de São Bento da Vitória reabre ao público esta quinta-feira, dia 1 de outubro, depois de concluídas as obras de requalificação que mobilizaram um investimento de 4,85 milhões de euros ao abrigo do programa PRR Cultura.
A intervenção abrangeu a valorização do património edificado, o reforço das condições de segurança e sustentabilidade, a eficiência energética e a melhoria das condições de trabalho e de acolhimento do público.
A reabertura não se faz sem celebração. O programa «De Regresso ao Mosteiro» estende-se por quatro dias e combina concertos, leitura dramática, performances e cerimónia institucional.
O que acontece em cada dia

1 de outubro, às 19h
Soa o primeiro concerto do 6.º ciclo MUSICAL-MENTE, dedicado nesta edição a prelúdios literários — com obras de Beethoven, Janáček e Tolstói em torno de «A Sonata Kreutzer».
2 de outubro, às 19h
No dia seguinte, à mesma hora, o Centro de Documentação recebe uma sessão especial das Leituras no Mosteiro com a leitura de «O Despertar da Primavera», de Frank Wedekind.
3 de outubro, a partir das 16h30
O ciclo «My Center Is Not in the Solar System» com direção artística de Celina Brás e curadoria de Alexandra Balona, apresenta três performances de artistas palestinianos e libaneses a partir das 16h30: «Matei o Pássaro», de Shahd Wadi; «Nothing will Remain other than the Thorn Lodged in the Throat of this World», de Noor Abed e Haig Aivazian; e «The Book of Mud», de Ali Cherri. O programa propõe uma reflexão crítica sobre historicidades eurocêntricas e narrativas hegemónicas.
4 de outubro, às 16h
Realiza-se a cerimónia oficial de reabertura, que inclui a assinatura de um protocolo com a Orquestra XXI — projeto que reúne músicos portugueses residentes no estrangeiro e que passa a constituir, nos próximos dois anos, uma estrutura residente no Mosteiro.
Às 19h00, os Solistas da Orquestra XXI estreiam-se no espaço com «Crippled Symmetry», de Morton Feldman, num concerto que assinala o centenário do nascimento do compositor norte-americano (1926–87).
Uma nova vida para a antiga Sala do Tribunal
A reabertura marca também uma nova fase na vida do monumento: a antiga Sala do Tribunal foi requalificada como espaço cénico contemporâneo, equipada com meios técnicos para criação e apresentação artísticas. Inaugura-se ainda uma versão revista da exposição de cenografias, agora rebatizada de «Nove Quartos de Cena», reafirmando o Mosteiro como lugar de memória da cidade.
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