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A história da Praça do Marquês (e o caricato nome por que era conhecida)

Carolina Bessa Carolina Bessa

Praça do Marquês

É uma das mais importantes Praças da cidade.

Depois de uma volta pela história do Jardim da Cordoaria ou da Praça Carlos Alberto, entre muitas outras ruas emblemáticas da cidade, chegamos, desta feita, à Praça do Marquês para descobrir que histórias conta.

A verdade é que esta Praça sempre teve um papel importante na cidade, algo que se prolonga até aos dias de hoje. Atualmente é um local central que serve três das principais freguesias da cidade do Porto: Bonfim, Santo Ildefonso e Paranhos.

É envolvida por um bonito jardim romântico e um ponto bastante central de transportes públicos, bem como pontos de interesse, como é o caso, por exemplo, da Igreja do Marquês ou a Casa Marques da Silva.

Praça do Marquês: a história

Ainda que uma das mais conhecidas praças da cidade, nós, portuenses, tendemos a chamar-lhe de Praça do Marquês, em detrimento do seu nome completo: Praça do Marquês de Pombal. O seu nome homenageia, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, um político e estadista que se destacou durante o reinado de D. José I e que teve um papel fundamental na reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755.

A nossa praça é assim conhecida desde 1882. Anteriormente era designada de “Largo da Aguardente”, isto porque era aqui que se realizava o mercado da aguardente na altura. Curioso, não é?

Mas não é apenas o seu nome que traz história. Muitos acontecimentos importantes passaram-se nesta praça, fazendo dela um local icónico e histórico da cidade do Porto. A praça era, por volta de 1830, essencialmente ocupada por terrenos agrícolas, que foram ocupados pelas tropas liberais, em 1832, para se defenderem das absolutistas. Esta era, então, uma parte do Cerco do Porto.

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Após o cerco, a praça foi passando por algumas mudanças na sua urbanização e começou a ganhar a forma que conhecemos atualmente.

Por volta de 1870, começa a erguer-se uma praça de touros neste local. Juntamente com uma que existia na Boavista, estas eram as duas praças de touros na cidade e que se mantiveram ativas até finais do século XIX.

É por volta de 1898 que a praça começa a integrar o jardim e se assemelha ao que hoje conhecemos e se começa a tornar o local pelo qual hoje passamos. Para além disso, foi nesta altura que e construiu o coreto e a fonte que ainda lá estão.

Foto de capa: instagram @_ludmillah

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